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Golden Butterfly: A carteira de investimento que superou a de Ray Dalio?

Rankia Portugal · 2025-08-10 · 유튜브 시청 1,054 · Board Views 0 · International

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저자: Diana · 외국인

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골든 버터플라이 포트폴리오(주식 대형·소형가치·장기채·단기유동성·금 각 20%)를 소개하며 60/40 및 레이 달리오 올웨더 대비 낮은 변동성과 안정성을 강조. 1995~2023년 연평균 7.8%, 최대낙폭 12.5% 제시. 본인은 금융분석가가 아니며 교육 목적이라고 명시.

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※ AI가 다듬은 글(오탈자·군말 정리)

01. Golden Butterfly: a carteira de investimento que superou a de Ray Dalio?

02. E se eu lhe dissesse que existe uma carteira chamada Golden Butterfly que, ao longo de décadas, superou até o rei do investimento: maior rentabilidade, menos perdas em tempos de crise e, melhor de tudo, há formas simples de a simular com exemplos práticos que vou mostrar a seguir? Neste vídeo vou explicar como funciona, por que tem apresentado resultados tão consistentes e como pode montá-la passo a passo.

03. Olá, o meu nome é Diana, da Rankia Portugal, e antes de mais quero fazer-lhe um aviso importante. Não sou analista financeira, nem este vídeo constitui qualquer tipo de recomendação de investimento. O que vai ouvir é apenas para fins educativos e informativos. Vamos avançar para o tema dois.

04. Investir deveria ser simples. Escolhe uma boa carteira, mantém-na a longo prazo, e pronto. Pelo menos é isso que nos costumam dizer. A receita clássica é bem conhecida: 60% em ações, 40% em obrigações. Equilíbrio, diversificação, bom senso. Mas há um problema. Nos últimos anos, esta fórmula deixou de funcionar como antes.

05. Em 2022, por exemplo, as ações caíram, mas as obrigações também. E esta carteira supostamente equilibrada afundou mais 16%. E uma alternativa mais sofisticada, a famosa carteira All Weather do rei Dalio, está bem construída, sim, mas não é tão estável nem tão rentável como muita gente pensa. No mesmo período, também caiu mais de 15%.

06. Aliás, no próximo vídeo vamos ver em detalhe como funciona esta carteira. Se quiser acompanhar, fique atento ao canal. Então, o que fazer? Aceitar perder dinheiro sempre que os mercados oscilam, ou procurar uma carteira que resista melhor às crises e aproveite os ciclos de crescimento. É aqui que entra a Golden Butterfly.

07. Esta carteira foi pensada para investidores preguiçosos. Sim, é assim que o Tyler, o seu criador, a descreveu em 2015, num artigo chamado "Kakin a Golden Butterfly", publicado no site de carteiras Chartt. E era simples construir uma carteira que permitisse dormir tranquilo em tempos difíceis, mas que também aproveitasse os bons momentos do mercado.

08. E como funciona? Dividindo o investimento em cinco blocos iguais, 20% cada um, entre ações globais, ações de pequenas empresas de valor, obrigações de longo prazo, obrigações de curto prazo, liquidez e ouro. É como misturar o melhor da carteira Google RS, focada no crescimento a longo prazo, com a filosofia defensiva da carteira permanente de Harry Brown, mas com um toque extra de rentabilidade graças à presença das pequenas empresas.

09. Não é magia, é equilíbrio, e talvez por isso, apesar de a nota ser conhecida como Dalio, os números falam por si. Uma Golden Butterfly é construída com cinco blocos. Cada um representa 25% da carteira e cada um tem uma função muito clara dentro do conjunto. O primeiro bloco, 20% em ações de mercado total, ou seja, grandes empresas globais que lideram o crescimento durante os períodos positivos.

10. No segundo bloco, mais de 20% estão em ações de pequena capitalização. Esta é a parte mais agressiva da carteira. São empresas pequenas, baratas, com potencial para valorizar muito, mas também são voláteis. Terceiro bloco, 20% em obrigações governamentais de longo prazo. Aqui entra a defesa pura. Quando a inflação ou as taxas de juro descem, estas obrigações tendem a valorizar.

11. Quarto bloco, mais de 20% em opções de liquidez de curto prazo. Este é o seu colchão. Não cresce muito, mas também não desaba, e dá-lhe margem para reagir. E por fim, o ouro, os últimos 20%, seja físico ou através de um ETF. O ouro serve como proteção contra a desvalorização da moeda e contra os choques financeiros.

12. Estes cinco blocos funcionam como as asas equilibradas de uma borboleta. Se uma parte cai, outra sobe. Cada asa compensa a outra, não necessariamente depressa, mas de forma consistente. E o mais importante é que não se desmorona quando surge a turbulência nos mercados. O que torna esta carteira especial não é apenas a sua composição, mas também a forma como se adapta a diferentes cenários económicos.

13. Em tempos de crescimento, são as ações que puxam o conjunto para a frente. Numa recessão, entram em jogo as obrigações de longo prazo. Com inflação, o ouro cumpre o seu papel, e quando nada parece funcionar, a liquidez ajuda a amortecer os impactos. Cada bloco tem a sua razão de estar ali. Uma Golden Butterfly não tenta prever o futuro, simplesmente adapta-se a ele.

14. Vamos então à prática. Como pode montar esta carteira de forma simples? Como o próprio nome indica, a carteira preguiçosa. O objetivo é simplificar as coisas ao máximo: poucos ativos, fáceis de manter, sem complicações. Imagine que tem um orçamento de 10.000 euros. A primeira parte, os 2.000 euros, vai para o bloco de ações de mercado total, ou seja, grandes empresas globais.

15. E é aqui que pode acrescentar um toque mais pessoal, fazer uma seleção de ações, escolher diretamente as empresas que lhe fazem sentido. A ideia é dividir esses 2.000 euros entre empresas de grande capitalização com maior presença nos Estados Unidos, mas sem descurar alguma exposição internacional. Como faço isso?

16. Muito simples: usa um screener de ações e escolhe as empresas que mais lhe agradam entre as maiores do mundo. Para manter alguma diversificação, pode escolher, por exemplo, quatro empresas, três dos Estados Unidos e uma de Taiwan. Assim, atravessa regiões e também setores como finanças, tecnologia e consumo básico.

17. Poderia, por exemplo, considerar empresas como a Alphabet com 500 euros para representar o setor tecnológico, a TSMC, de Taiwan, com outros 500 euros também no setor tecnológico, mas fora dos Estados Unidos, a JP Morgan com outros 500 euros para cobrir o setor financeiro, e a Walmart com os últimos 500 euros como representante dos bens de consumo básicos.

18. E com isto, o primeiro bloco, os primeiros 20% da carteira, fica completo. O segundo segmento é composto por ações de empresas pequenas e baratas, o que se conhece como small cap value. Aqui falamos de empresas com baixa capitalização bolsista e que, segundo os seus rácios fundamentais, estão subvalorizadas.

19. São empresas que negoceiam com múltiplos baixos, em relação aos lucros, às vendas ou ao valor contabilístico. É o bloco que historicamente pode ter mais impacto na rentabilidade a longo prazo, mas também é o que mais sofre quando o mercado se vira. E como já usámos quatro ações no primeiro bloco, o mais sensato aqui é simplificar e usar um ETF que represente este segmento no seu conjunto.

20. No meu caso, vou usar como exemplo o iShares MSCI World Small Cap. Este fundo replica um índice com mais de 3.300 pequenas empresas distribuídas por dez países desenvolvidos. Como é natural numa composição deste tipo, os Estados Unidos representam mais de 60% do peso, seguidos do Japão com 12% e do Reino Unido com 5%.

21. É uma réplica física, mas feita por amostragem. Ou seja, o fundo não compra todas as ações do índice, mas sim uma seleção representativa com ponderação proporcional, e os dividendos são reinvestidos automaticamente, o que simplifica a gestão. Olhando para o seu histórico, este ETF teve uma rentabilidade acumulada de aproximadamente 62% nos últimos cinco anos.

22. Quanto aos custos, a comissão de gestão total ronda os 0,35%, o que é bastante razoável para um fundo deste tipo. Claro que estes números se referem ao passado e não garantem resultados futuros. Por serem empresas de pequena capitalização, têm mais potencial de valorização, mas também maior exposição à volatilidade. É necessário entrar com essa consciência.

23. O terceiro bloco, que representa outros 20% da carteira, vai para obrigações soberanas de longo prazo. Falamos de títulos emitidos por Estados com elevada qualidade de crédito e com maturidades típicas entre 20 e 30 anos. E porque é que se inclui esta parte? Porque cumpre uma função defensiva muito clara.

24. Em períodos de recessão ou deflação, os bancos centrais tendem a baixar as taxas de juro, e quando isso acontece, o preço destas obrigações sobe. Ou seja, quando a bolsa cai, esta parte da carteira atua como contrapeso, ajudando a suavizar as perdas. Para investir neste bloco, a opção que vou usar é o iShares USD Treasury Bond 20+ Year.

25. Este fundo replica o índice ICE U.S. Treasury 20+ Year e também investe de forma física, por amostragem, em obrigações do Tesouro norte-americano com maturidades superiores a 20 anos. Neste caso, o fundo distribui dividendos sob a forma de cupões semestrais. A rentabilidade por dividendo está atualmente em torno de 4,65% ao ano. Agora, atenção: se olhar para o desempenho dos últimos cinco anos, caiu cerca de 40%, e nos últimos três anos quase 30%.

26. À primeira vista pode não parecer um investimento atrativo, mas lembro que este ETF não foi concebido para gerar lucros em períodos de crescimento económico. Está lá para proteger e atuar quando a carteira falha. É isso: uma função puramente defensiva, nem mais nem menos. Tem uma comissão muito baixa, de apenas 0,15%, e a volatilidade ronda os 15%.

27. Ou seja, tem oscilações, mas foi concebido para momentos específicos. Quando os mercados tremem, as taxas de juro costumam descer e estas obrigações sobem. O quarto bloco é provavelmente o mais simples da carteira. Aqui não precisa de comprar nada específico, nem escolher produtos com uma razão particular. Os próximos 2.000 euros serão simplesmente usados como liquidez, mas isso não significa deixá-los parados sem gerar rendimento.

28. O objetivo é fazê-los trabalhar a seu favor, mesmo de forma conservadora, por exemplo, através de uma conta remunerada em euros que pague juros. Se possível, é preferível evitar o risco cambial e manter a conta em euros, sem exposição a outras moedas. A vantagem desta conta é simples: mantém a liquidez, ou seja, tem o dinheiro disponível a qualquer momento, sem penalizações nem prazos de resgate.

29. Os juros são calculados diariamente e costumam ser pagos no início de cada mês. Se estiver disposto a assumir um pouco mais de risco cambial, também pode considerar contas em dólares ou libras, onde algumas instituições oferecem até 4% ao ano. Em suma, esta parte é o seu colchão. Não explode, mas também não desaba, e a sua flexibilidade, segurança e rentabilidade razoável praticamente sem risco fazem dela um bloco muito útil.

30. E chegámos ao último bloco da carteira, os últimos 2.000 euros, destinados ao ouro. Há várias formas de investir aqui. Pode comprar ouro físico em barras ou moedas, ou optar por produtos financeiros que acompanham o preço do ouro. Exemplos disso são os ETC, que normalmente estão respaldados por ouro físico armazenado, ou os ETF que investem em empresas mineiras de ouro.

31. No meu caso, vou optar pela segunda alternativa, o papel ouro. Porquê? Porque oferece uma liquidez muito maior, permite comprar e vender com facilidade e acompanha bastante bem a evolução do metal. Concretamente, a opção que vou usar como exemplo é o iShares Gold Producers. Este fundo dá exposição a empresas cuja receita depende em grande parte do preço do ouro, mais de 50% das receitas provêm daí.

32. E o mais interessante é que estas empresas tendem a amplificar os movimentos do ouro. Quando o preço sobe, as ações das mineiras costumam subir ainda mais. As dez principais posições representam cerca de 70% do fundo, incluindo nomes como a Newmont e a Agnico Eagle. Só a Newmont representa 14,6% do peso do fundo. Alguns dados importantes: a rentabilidade acumulada em cinco anos é de 60%, não distribui dividendos, é um ETF de capitalização e tem uma rentabilidade por dividendo de 0,55%.

33. A volatilidade é elevada, cerca de 32% no último ano. Naturalmente, ao investir em empresas e não diretamente no metal, há um risco maior. A eventual falência de uma destas empresas poderia afetar o desempenho do fundo. Ainda assim, considerando que o ouro duplicou de valor nos últimos três anos, esta é uma forma possível de acompanhar a valorização do ouro, pelo menos tal como tem acontecido nos últimos anos.

34. Então, já sabe como montar esta carteira, mas a pergunta importante é: funciona mesmo? Vale a pena o esforço? Vejamos os números. Entre 1995 e 2023, a carteira Golden Butterfly registou uma rentabilidade média anual de 7,8%. À primeira vista pode não parecer nada extraordinário, mas aqui está o ponto-chave: teve uma volatilidade muito baixa e uma queda máxima, ou seja, a maior perda registada foi de apenas 12,5%.

35. Só para comparar, a carteira permanente de Harry Brown teve uma rentabilidade inferior. A carteira All Weather de Ray Dalio também ficou atrás, e a típica carteira 60/40 de ações e obrigações sofreu perdas muito mais acentuadas, sobretudo quando ambos os ativos caem ao mesmo tempo, como aconteceu em 2022.

36. A verdade é que a Golden Butterfly não precisa de acertar em todos os ciclos económicos. Há sempre um bloco que equilibra os outros. Se a economia cresce, as ações sobem. Se há recessão, as obrigações de longo prazo sobem de valor. Se há inflação, o ouro reage. Quando tudo parece correr mal, a liquidez funciona como amortecedor.

37. Esta carteira não tenta bater o mercado todos os anos. O objetivo é maximizar a relação entre rentabilidade e estabilidade. E para quem quer crescer, mas também dormir descansado, isso é puro ouro. Se gostou deste vídeo, deixe um like, comente se já conhecia esta carteira e não se esqueça de subscrever o canal da Rankia Portugal. Obrigada por estar aqui. Até à próxima.

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